Imposto sobre bicicletas é maior que o dos carros no Brasil


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A elevada carga tributária incidente sobre a bicicleta é um dos principais entraves para o pleno desenvolvimento de uma cultura da bicicleta no Brasil. Isso se deve ao fato de 40,5% do preço das bicicletas corresponder a imposto, enquanto que nos carros esse valor é de 32%. Além disso, os mais afetados pela alta tributação são pessoas com renda familiar de até R$ 600, as quais representam 1/3 dos brasileiros que utilizam a bicicleta como meio de transporte.

Os dados foram revelados em 2013 por meio do estudo “Análise econômica do setor de bicicletas e suas regras tributárias” realizado pela consultoria Tendências para a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), que reúne 53 empresas do setor. “Com todos os benefícios da bicicleta me parece descabido este elevado grau de impostos. A população tem se conscientizado, algumas cidades estão criando infraestrutura de ciclovias e ciclofaixas, mas falta, ainda, a questão tributária” afirmou Marcelo Maciel, presidente da Aliança Bike.

Devido a este cenário, 40% da produção nacional de bicicletas permanece na informalidade e houve, nos últimos anos, uma diminuição na produção e no consumo de bicicletas no país. Atualmente, o Brasil é o 3º maior produtor de bicicletas no mundo, perdendo apenas para a China e a Índia. É o 5º maior consumidor de bicicletas, representando uma fatia de 4,4% do mercado internacional. No entanto, observando o consumo per capita de bicicletas, o país cai para a 22ª colocação, o que revela um mercado emergente e um potencial de crescimento enorme.

Everton Francatto, diretor comercial da Verden Bikes, fábrica que produz cerca de 40 mil bicicletas por ano no interior paulista, afirma que hoje o maior problema do setor é o preço. Ele lembra que uma bicicleta para o dia a dia no Brasil custa cerca de R$500, contra valores entre €80 e €120 na Alemanha. “A nossa maior preocupação é justamente nas bicicletas infantis, que custam cerca de R$ 300. Nessa faixa temos uma forte concorrência com o eletrônico. Hoje o sonho de Natal das crianças não é mais a bike, é um tablet, e isso gera problemas de saúde para esta geração”, afirma.

Se o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para bicicletas fosse extinto, o consumo formal de bicicletas cresceria 11%. Com mais bicicletas nas ruas, a médio e longo prazo teríamos: menos veículos motorizados, menos poluição, menos acidentes no trânsito e cidades mais humanas e agradáveis de se viver. Assine o abaixo-assinado que defende o IPI Zero para Bicicletas, clicando aqui.

Fontes: O Globo, Bicicleta para Todos e Exame.com

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